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Caso do Coronel Alfeu de Alcantara, morto em Canoas na Ditadura é julgado

Sua morte foi reconhecida como tendo motivação político-ideológicas.

Caso do Coronel Alfeu de Alcantara, morto em Canoas na Ditadura é julgado
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Após quase sessenta anos, a morte do Coronel da Aeronáutica do Rio Grande do Sul, Alfeu de Alcântara Monteiro foi reconhecida como tendo motivação político-ideológicas por conta do regime militar brasileiro, momento conhecido popularmente como a ditadura.

A decisão partiu do juiz da segunda Vara Federal de Canoas, o Fabio Hassen Ismael, que foi publicada pela Justiça Federal na última sexta-feira, dia 12. O Coronel foi assassinado onde hoje é localizada a Base Aérea Militar, no ano de 1965.

Essa decisão se deu após uma ação civil pública ser movida pelo Ministério Público Federal contra a União, pedindo para que a versão oficial da morte de Alcântara fosse retificada. Na época da morte, um inquérito feito pelos próprios militares afirmava que Alfeu foi morto pelo major brigadeiro Nélson Freire, que teria se defendido após o Coronel ter disparado primeiro. O major brigadeiro foi inocentado.

Mesmo assim, testemunhas em depoimento e análise de armamento mostraram que a vítima só empunhou a arma após ter sido baleado pelo oficial que esteve fora de seu campo de visão, fazendo com que a tese de legítima defesa fosse desmontada.

Além disso, foi levado em consideração que o major era um dos mandatários que mandava prender os militares contrários ao novo regime. Coronel Alcântara, subcomandante de base na época era um desses contrários. Assim, a Justiça chegou à conclusão de que o Coronel foi assassinado por questões que envolvia política e ideologia. Ainda cabe um recurso ao Tribunal Regional Federal.

Assim, a União precisará retificar os dados que constam nos registros civis, militares e também da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça de Fiscalização, o Infoseg. A Comissão Nacional da Verdade reconheceu violação dos direitos humanos no caso da morte do Coronel e também que ele foi morto por ser opositor do regimeEle foi morto no dia 4 de abril de 1964, três dias depois da instauração da ditadura militar no Brasil.

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