Canoas: Câmara aprova moção de repúdio ao aumento da tarifa da Trensurb
5 (100%) 1 voto Gostou Do Artigo?Deixe Seu Voto

Na sessão da última terça-feira (6), a Câmara Municipal de Canoas aprovou uma moção que repudia o reajuste da tarifa da Trensurb, que foi de 94,12%.

A alteração bomba feita no valor seria em defesa do emprego e dos índices dos valores de manutenção.

Com o aumento, o valor da passagem saiu de R$ 1,70 para R$ 3,30. A sessão foi movida após o requerimento da vereadora Maria Eunice, do PT, que foi subscrito por demais parlamentares e aprovado por unanimidade.

De acordo com o texto, o transporte público e coletivo urbano atende pessoas de baixa renda no Brasil, algo que torna o valor da tarifa um instrumento da formulação de políticas de inclusão social.

“O índice autorizado pelo governo federal ficou acima da inflação oficial (IPCA) do período, que foi de 79%, segundo o IBGE. Desta forma, fica evidente que o aumento foi abusivo e que este reajuste vai agravar o empobrecimento, o desemprego, a renda e o acesso aos serviços públicos como saúde, educação e lazer das famílias com menor renda”.

Reajuste causou mau-estar em Canoas

Responsável pela moção, a vereadora Maria Eunice afirma que o legislativo canoense tem grande importância ao se posicionar sobre o tema. Reafirmar o compromisso com a população é necessidade em momentos como este.

Os trabalhadores, segundo ela, que possuem renda de até um salário mínimo terão que comprometer 30% da renda.

“Não se trata de discussão político-partidária, mas de manifestar nossa preocupação com a população”, argumentou.

O vereador Aloisio Bamberg, do PCdoB categorizou a situação como “inaceitável” e afirmou que não é possível que o Governo Federal recolha tantos impostos e não apresente condições de oferecer subsídio para um transporte público em massa.

De acordo com o vereador Ivo Fiorotti, do PT, há preocupação com a retirada total do subsídio e a sua bancada está procurando uma forma de debater o transporte público.

“Há suspeitas de que a ideia seja retirar o subsídio para garantir uma situação superavitária para depois facilitar a privatização da empresa pública”.