Um estudo através da imunoterapia poderia curar o câncer de cólon metastático
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A imunoterapia é uma ferramenta eficaz contra o câncer, que consiste em ativar o sistema imunológico para que combata as células malignas, e que já é usada para tratar algumas neoplasias, como o melanoma, o câncer de pulmão não microcítico, o câncer renal, ou o câncer de bexiga, entre outros. No entanto, apenas 5% dos pacientes com câncer de cólon metastático responde a essa terapia.

Agora, cientistas do Instituto de Investigação Biomédica de Barcelona (IRN) realizaram um estudo, publicado na revista Nature, em que descobriram que a razão por que a imunoterapia não é eficaz neste caso, é a presença da proteína TGF-Beta nestes tumores. Segundo explicou Vitor de Oliveira, pesquisador do IRN, desta proteína impede que os linfócitos células imunológicas se ativem para atacar as células cancerosas, e não lhes permite infiltrar no tumor.

Os autores do estudo levou quatro anos para criar um modelo animal criado geneticamente para reproduzir o câncer de cólon metastático humano, em que o poder testar a nova estratégia terapêutica, que se baseia em bloquear a ação do TGF-Beta com um inibidor e, desta forma, afirma Oliveira, permitir que as células imunológicas conseguem infiltrar-se e reconhecer o tumor, combater o câncer, e até impedir o desenvolvimento de metástases no fígado e no pulmão.

O tumor e as metástases desapareceram em 80% dos ratos

Ao combinar o inibidor de TGF-Beta usado com imunoterapias já disponíveis, o efeito antitumoral é aumentado e o sistema imune efetivamente elimina as metástases que, de outra forma, teriam matado o paciente em algumas semanas.

Os resultados do estudo são muito animadores, uma vez que 80% dos animais em que esta proteína foi inibida foram completamente curados, desaparecendo do organismo tanto o tumor primário como as metástases e sendo imunizados contra esse tipo de câncer.

Os pesquisadores querem ser cauteloso, pois os resultados devem ser confirmados ainda nos testes clínicos com seres humanos, que esperam colocar em prática em cerca de dois anos, mas Eduard Oliveira afirma que tem grandes expectativas para ajudar afetados por esta neoplasia, já que não existem alternativas terapêuticas eficazes para curar pacientes com câncer de cólon metastático, e o 40-50% das pessoas com um tumor de cólon desenvolvem metástases que propagam a doença no fígado ou no pulmão.