Violência em Canoas: foram registrados 115 homícidios em 2017
Deixe Seu Voto

O ano de 2017, felizmente registrou uma redução da violência em Canoas. De acordo com o diário da cidade, foram 115 homicídios. Em 2015, por exemplo, foram 133 mortes registradas. Mesmo com a redução, as autoridades sonham em retomar a média de 80 mortes, registradas no início da última década.

A Polícia Civil de Canoas vem trabalhando na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas e observou um verdadeiro salto de sucesso no ano que passou.

O número de prisões foi de 34 e os inquéritos remetidos à justiça foram 313, 202 casos destes foram elucidados. Esse número chegou mesmo com atrasos de salários, greves e um efetivo baixo. De acordo com o delegado Luiz Antônio Firmino, que é titular da delegacia, se houvessem mais quatro policiais ali, os resultados seriam melhores.

O tráfico é um agravante na violência em Canoas

De acordo com o delegado Firmino, 95% das mortes na cidade de Canoas tem algum tipo de relação com o tráfico de entorpecentes. A guerra entre as facções criminosas pela disputa de território acaba resultando em um banho de sangue em várias partes do Brasil.

Portanto, nenhum crime foi mais terrível que a chacina promovida em uma borracharia por uma quadrilha em abril do último ano. Segundo o delegado, todos os envolvidos no crime foram identificados e estão presos ou foragidos da justiça.

Ainda ressaltando a importância do trabalho da polícia, o delegado confirmou que a Civil não pode deixar o crime impune. “Se o sujeito matar, ele tem que ter a consciência de que vai pagar pelo crime”, conclui o profissional.

Como o tráfico é um grande problema, a polícia começou a combater esse verdadeiro câncer da sociedade. Ao longo do ano, várias operações foram deflagradas com o principal fim de encerrar as “bocas de fumo”. A prisão de patrões do crime e destruição de refinarias também foram objetivos das operações.

Talvez a mais importante, a Operação Destino levou presos 25 traficantes que faziam a atividade ilegal próximo a escolas de Canoas. Iniciada em julho, essa ação foi promovida pela 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), que faz parte do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).